quarta-feira, 19 de março de 2008
coisas que eu sei...
Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tou a fim...
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
sexta-feira, 7 de março de 2008
humpf..
tudo se torna tao complicado quando as palavras nao sao suficientes para explicar toda a confusao de sentimentos que vai aqui dentro.
de um momento para o outro passo de um enorme sentimento de culpa a um sentimento de raiva, de nostalgia, de tristeza, de coragem...tudo é tao inconstante.
as vezes so queria ter um pouco mais de coragem. nao ter medo das consequencias. nao ter medo de arriscar. entrar num comboio e partir, para longe. conhecer novos lugares. fazer novas memorias. tudo isto sabendo que iria perder tudo o que deixei para tras, mas sentindo-me bem com isso mesmo.
espero por um momento em que esse sentimento de loucura surja e eu possa entao pegar numa mochila, dinheiro, musica, maquina fotografica e entre num comboio para um lugar diferente.
talvez o meu mal (um dos meus males) seja esse mesmo. esperar. eu espero, nao faço nada para que isso aconteça. espero. e vejo quase a vida a passar-me bem ao longe, mas eu espero que ela venha ter comigo e insista comigo para eu ir com ela. aí irei, depois de ela ter quase implorado para eu ir, sim porque eu sou teimosa e mimada demais para ir logo a primeira, preciso sempre de um pouco mais de atençao que todos os outros.
mas depois aposto que a minha mimalhice iria subir ao seu extremo e eu teria que voltar para casa. a procura daquele apoio, daquele conforto, daqueles braços abertos prontos a receberem-me de volta, daquelas palavras que me aconchegam o meu ego e me fazem sorrir de contentação. e entao iria ver que o lugar mais longe que eu tinha ido naquela viagem, foram apenas as duas estaçoes seguintes...
de um momento para o outro passo de um enorme sentimento de culpa a um sentimento de raiva, de nostalgia, de tristeza, de coragem...tudo é tao inconstante.
as vezes so queria ter um pouco mais de coragem. nao ter medo das consequencias. nao ter medo de arriscar. entrar num comboio e partir, para longe. conhecer novos lugares. fazer novas memorias. tudo isto sabendo que iria perder tudo o que deixei para tras, mas sentindo-me bem com isso mesmo.
espero por um momento em que esse sentimento de loucura surja e eu possa entao pegar numa mochila, dinheiro, musica, maquina fotografica e entre num comboio para um lugar diferente.
talvez o meu mal (um dos meus males) seja esse mesmo. esperar. eu espero, nao faço nada para que isso aconteça. espero. e vejo quase a vida a passar-me bem ao longe, mas eu espero que ela venha ter comigo e insista comigo para eu ir com ela. aí irei, depois de ela ter quase implorado para eu ir, sim porque eu sou teimosa e mimada demais para ir logo a primeira, preciso sempre de um pouco mais de atençao que todos os outros.
mas depois aposto que a minha mimalhice iria subir ao seu extremo e eu teria que voltar para casa. a procura daquele apoio, daquele conforto, daqueles braços abertos prontos a receberem-me de volta, daquelas palavras que me aconchegam o meu ego e me fazem sorrir de contentação. e entao iria ver que o lugar mais longe que eu tinha ido naquela viagem, foram apenas as duas estaçoes seguintes...
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
as vezes . MRP
- Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não.
-E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
-Às vezes é preciso dizer aquilo que se teme dizer.
-Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
-Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer.
-No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
- Às vezes é preciso esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão.
- Pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
-E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
-Às vezes é preciso dizer aquilo que se teme dizer.
-Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
-Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer.
-No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
- Às vezes é preciso esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão.
- Pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
é..
"A mente pode ser traiçoeira; pode empurrar para coisas que não queremos e sentimentos que não nos ajudam." - Paulo Coelho in O Diário de Um Mago
domingo, 24 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
mundo secreto.
Mudança, sentimento que falta cá dentro
Falta mudar a minha vida toda num momento
Devia aproveitar para pensar em mim
Deixar de ser aquele puto, deixar de ser assim
(...)
Poder estar com o amigos e andar a vadiar
Chegar a casa com aquele cheiro a mar
Não pensar em mais nada a não ser no jantar
Mas será que faço bem será a escolha certa
Os meus pais só me dizem que um dia a vida aperta
Talvez sim, talvez não, conforme a situação
(...)
Quem me dera não ter que me ralar
Mas no fundo eu sei que tenho que mudar
Mudança, à dias era criança
Mas a vida avança e as vezes isso cansa
(...)
Enquanto o tempo corre uma lágrima se escorre
Ano a ano sinto que algo vai mudar
Tenho os braços abertos mas sempre medo de falhar
Será que assim será que medo e ilusão
Será que sigo os outros ou que sigo o coração
Será que canto em vão ou que ouves o que eu digo
Serás amigo, ou inimigo, perigo
Calma, pois tudo muda
Estarei por aqui sempre que quiseres ajuda
(...)
Esta na hora de mudar de mudar o que há de vir
Esta na hora de pensar e não pensar em desistir
Escrever para quem, falar para que
Perder tanto tempo se a mim ninguém me vê
As vezes so me apetecem e largar tudo isto
(...)
Ainda me lembro quando jogava basket no parque
A bola girava de manha ate a tarde
E tínhamos sempre ocupações sem tomar decisões
Sem pensar num futuro carregado de questões
As coisas mudaram e eu ainda mudo
O puto vai crescendo e tornando-se mais adulto
Quem me dera que o tempo parasse agora
Dava tudo para voltar a boa nova
(...)
O tempo passa depressa e depressa tudo muda
E tenho saudades de ter a gera toda junta
(...)
Falta mudar a minha vida toda num momento
Devia aproveitar para pensar em mim
Deixar de ser aquele puto, deixar de ser assim
(...)
Poder estar com o amigos e andar a vadiar
Chegar a casa com aquele cheiro a mar
Não pensar em mais nada a não ser no jantar
Mas será que faço bem será a escolha certa
Os meus pais só me dizem que um dia a vida aperta
Talvez sim, talvez não, conforme a situação
(...)
Quem me dera não ter que me ralar
Mas no fundo eu sei que tenho que mudar
Mudança, à dias era criança
Mas a vida avança e as vezes isso cansa
(...)
Enquanto o tempo corre uma lágrima se escorre
Ano a ano sinto que algo vai mudar
Tenho os braços abertos mas sempre medo de falhar
Será que assim será que medo e ilusão
Será que sigo os outros ou que sigo o coração
Será que canto em vão ou que ouves o que eu digo
Serás amigo, ou inimigo, perigo
Calma, pois tudo muda
Estarei por aqui sempre que quiseres ajuda
(...)
Esta na hora de mudar de mudar o que há de vir
Esta na hora de pensar e não pensar em desistir
Escrever para quem, falar para que
Perder tanto tempo se a mim ninguém me vê
As vezes so me apetecem e largar tudo isto
(...)
Ainda me lembro quando jogava basket no parque
A bola girava de manha ate a tarde
E tínhamos sempre ocupações sem tomar decisões
Sem pensar num futuro carregado de questões
As coisas mudaram e eu ainda mudo
O puto vai crescendo e tornando-se mais adulto
Quem me dera que o tempo parasse agora
Dava tudo para voltar a boa nova
(...)
O tempo passa depressa e depressa tudo muda
E tenho saudades de ter a gera toda junta
(...)
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
31.01.08

Males d'amor
Quem é que os não tem
Sempre tão fatais
Masno fim
Não matam ninguém
Passam e nada mais
...
Ganha quem
Quem souber calar
Quem souber esquecer
...
Quantas vezes
Disseste jamais
E juraste até
P'ra mais tarde
Voltares outra vez
A perder o pé
...
Esquece a dor
Que agora sentes
Que ela há de passar
E essas feridas
Abertas do amor
Também hão-de sarar
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